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BALEIA FRANCA AUSTRAL
BALEIA FRANCA AUSTRAL

Eubalaena australis

Nome em Inglês:
Southem Right Whatle
Características

Comprimento
Macho adulto: 14 m.
Fêmea adulta: 15 m.
Recém nascido: entre 4 e 5 metros

Peso
Macho adulto: 40 toneladas
Fêmea adulta: 45 toneladas
Recém nascido: entre 2 e 3 toneladas

Calosidades na cabeça;

São engrossamentos da pele colonizados por parasitas externos.
(Ciámidos ou Piolho de Baleia)

Ciamodos
Ameaças de Conservação

Há uma estimativa de que existam 7500 Baleias Francas no mundo (dados da Comissão Baleeira
Internacional 1997).

 

Na Argentina: a interação agressiva das gaivotas cozinheira. Nos anos 80 pesquisadores, como Dr. Ricardo Batista, observaram que as gaivotas se alimentavam da pele que se desprendia das baleias, entretanto esta interação foi se modificando no início dos anos 90, quando começaram a ser observados os primeiros ataques de gaivotas que bicavam o lombo das baleias para se alimentarem de sua pele e gordura. A partir da metade dos anos 90 esta interação agressiva das gaivotas se intensificou notavelmente e passou a ser sumamente prejudicial para as baleias, provocando mudanças em seu comportamento, já que as baleias, para evitar os ataques, começaram a passar menos tempo na superfície e a adotar posições de
nado atípicas, como as chamadas pêlos capitães de “posição galeão”, para evitar a exposição
de seu lombo ao ataque das gaivotas.


No resto do mundo: a caça indiscriminada de baleias (durante 2 séculos, XVII e XVIII) levou
esta espécie à beira da extinção. Em 1935 a Comissão Baleeira Internacional proibiu sua caça. Apesar da proibição, a caça ilegal continua até 1973, quando ocorrem as últimas matanças no sul do Brasil. Calcula-se que antes do início da atividade baleeira, a população de baleias Francas no hemisfério Sul era superior a 100.000 exemplares.
Atualmente, a população total no hemisfério sul NÃO CHEGA A 10.000. Desde a finalização da
caça desta espécie, a população de baleias francas do hemisfério sul apresentou um lento crescimento. Os censos realizados durante os últimos anos na Península Valdés demonstram que a população cresce a um ritmo de 7% anual (Crespo ET al)

Um pouco de história

O dia 25 de setembro foi declarado “Dia Nacional da Baleia” pelo Senado Nacional e é comemorado todos os anos em Puerto Pirámides.
Em espanhol é chamada de Baleia Franca, mas seu nome em inglês Right Whale –cuja tradução
literal é Baleia indicada ou correta- foi dado por ser uma baleia ideal para a caça.
Curiosas e tranqüilas aproximam-se facilmente e flutuam logo depois de mortas. Por estas
características quase foram dizimadas durante anos pelos barcos baleeiros que operavam nos
mares do sul. Desde que a Comissão Baleeira Internacional proibiu a sua caça, a população
de baleias começou a recuperar-se lentamente. Em 1971 a presença de Baleias Francas na Península Valdés começou a ser notada pelos mergulhadores que trabalhavam na extração de mariscos no Golfo San José (leste da Península): Mariano Van Gelderen, Jorge Schmid, Carlos Veloso, R. Bengoa, Norberto Fages, Picallo, Brandimarte entre outros.
Contudo, sua recuperação ainda continua em perigo: a falta de uma legislação internacional adequada e da aprovação da proposta de criação de um santuário natural para esta espécie no Atlântico Sul não criam as condições para uma recuperação plena.
As urbanizações costeiras, a interação com outras espécies (como as gaivotas que machucam
seu lombo), o trânsito de grandes barcos, as redes de pesca ou a modificação dos ecossistemas marinhos mantêm a Baleia Franca em uma situação de extrema fragilidade, que é preciso superar. Reparar uma crueldade histórica cometida contra uma espécie que sempre fora amigável.

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CARACTERíSTICAS PARA O RECONHECIMENTO DESTA ESPÉCIE





A baleia-franca-austral distingue-se das outras pelas calosidades que possui na cabeça, pela ausência de barbatana dorsal e pelo arco que descreve a sua boca, que começa acima do olho. O seu corpo é cinzento escuro ou preto, apresentando, esporadicamente, manchas brancas na barriga. As calosidades são brancas não pela pigmentação da pele mas pelas colónias de cyamidas que as povoam (da família das Cyamidae). Podem ser identificadas pelo tamanho , forma e distribuição de suas calosidades. Sua cabeça representa um terço do comprimento total da baleia.

Cor: Estes animais caracterizam-se por terem o dorso negro e a zona ventral branca. Têm ainda manchas brancas na parte lateral posterior do corpo, bem como acima e detrás dos olhos. Também existem animais cinzas e alguns salpicados de cinza e morrom. Os filhotes (ballenatos) apresentam uma coloração mais clara que a dos adultos.

COMPORTAMENTO
Como todas as baleias, a Franca Austral realiza duas migrações por ano: uma migração trófica ou alimentar, para áreas com abundância de zooplânctons, próximas da convergência antártica, e outra reprodutiva, para águas mais temperadas e costeiras, calmas e protegidas das condições climáticas adversas do mar aberto, que seriam arriscadas para as crias.

Diferentemente dos golfinhos, os quais têm uma organização social com laços estreitos, as baleias não formam manadas, são basicamente solitárias. Nas áreas de reprodução, costumam ser observadas em pequenos grupos de cópula, com no máximo 6 indivíduos, que logo depois da cópula se dispersam; ou em unidades mãe-cria, relação que termina depois do desmame que acontece durante a seguinte migração reprodutiva da mãe.

Saltam com freqüência, permanecem longos períodos com a cauda fora d’água, batem com as barbatanas e a cauda na superfície, provocando explosões de espuma no mar. São muito curiosas, costumam aproximar-se das embarcações verticalmente, em uma posição conhecida como “de espionagem”.



ALIMENTAÇÃO


Sua dieta é composta, principalmente, de Krill antártico. Também come larvas de diversos invertebrados, larvas de peixes e organismos do fundo do mar. Durante muitos anos se pensou que as baleias não se alimentavam nas áreas de reprodução, hoje, graças às observações realizadas pelos capitães de avistagens e análises das amostras da matéria fecal, pôde-se comprovar que durante sua permanência nos Golfos da Península Valdés, as baleias se alimentam de zooplâncton (larvas de bogavante, copépodos e algumas espécies de Krill presentes na zona), assim como de organismos do fundo do mar. 


Profundidade máxima registrada: 184 m.

Apneia máxima registrada: 50 minutos em áreas de alimentação (nas áreas de reprodução, raras vezes as imersões superam 10 minutos).

Dibujo de las barbas de la baleia
Diferentemente dos golfinhos, que são odontocetos (possuem dentes), as baleias pertencem à subordem dos misticetos que compreende poucas espécies de grande tamanho, sendo a Baleia Azula a maior de todas, chegando a medir mais de 30 metros de comprimento. As baleias diferem dos outros cetáceos em vários aspectos, mas a diferença mais óbvia é a ausência de dentes e a presença de barbas.

As barbas são compostas de um material flexível chamado queratina (o mesmo material do nosso cabelo e unhas), com a borda externa lisa e o interior desfiado em fibras semelhantes à crina de cavalo.
As barbas pendem do maxilar superior e são excelentes filtros que permitem reter o alimento através da filtragem da água do mar.
A Baleia-franca-austral tem entre 220 e 260 barbas divididas em ambos os lados do maxilar superior; as centrais podem medir até 1,80 m. de comprimento.

¿O QUE VEMOS QUANDO AS VEMOS?



As Baleias Francas se exibem com frequencia. Diferentemente de outras baleias, esta espécie passa muito tempo na superfície, mostrando a cauda, as barbatanas e principalmente suas costas. No entanto, como um iceberg, é difícil imaginar completamente a forma de uma baleia quando vemos apenas uma pequena parte de seu corpo.



Estas duas ilustrações mostram as partes do corpo da baleia que dificilmente são vistas durante as avistagens: cauda “em vela” e lombo durante a natação.




 

REPRODUÇÃO

Gestação: 12 meses. Nasce uma única cria que é amamentada durante um ano, permanecendo por volta de dois anos próximas de sua mãe depois do desmame.
As fêmeas alcançam a maturidade reprodutiva entre os 12 e 15 anos, quando medem aproximadamente 12,5 m. de comprimento. Os machos adquirem maturidade sexual na mesma idade, mas alcançam maturidade física necessária para a reprodução bem mais tarde.

A temporada reprodutiva na Península Valdés se entende de maio a dezembro e o maior número de cópulas ocorre durante a primeira metade da temporada, com seu ápice em setembro. A cópula é precedida por um cortejo de grande atividade em que vários machos rodeiam uma mesma fêmea, cuja atitude em geral é evitar a aproximação sexual, colocando-se de barriga para cima. Diante desta atitude, dois ou mais machos cooperam entre si, unindo forças e estratégias, para obrigar a fêmea a ficar com a barriga para baixo para que, deste modo, possam se acasalar. Os nascimentos ocorrem, principalmente, entre agosto e fim de outubro. O leite de baleia é gorduroso e de consistência viscosa; tem mais de 50% de gordura e 12% de proteínas, possibilitando um crescimento de 2 a 3 cm por dia. O filhote duplica de tamanho ao finalizar a lactação ao cabo de um ano.
Calcula-se que a fêmea dê a luz a uma cria a cada três anos. A mortalidade perinatal é de 20% aproximadamente.
As Baleias Francas podem viver uma média de 60 anos, muito embora existam especulações de que poderiam chegar a viver até 100 anos; este aspecto não pôde ser comprovado até hoje.

VIDEOS DE BALEIAS

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